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Gestão de Riscos e Vulnerabilidades em TI

Gestão de riscos e vulnerabilidades de TI: conceitos, processos e ferramentas

Tempo de leitura: 5 minutos

A gestão de riscos e vulnerabilidades de TI é o núcleo de defesa das empresas contra as ameaças digitais atuais.

Isso porque, com o avanço das inovações tecnológicas e da conectividade global, também aumentam as falhas de sistemas.

Hoje, mais do que nunca, nossos softwares, redes e dispositivos estão superexpostos, e há inúmeros riscos que vão desde cibercrimes até interrupção do negócio, incidentes cibernéticos, dados físicos e naturais.

Nesse cenário, não basta corrigir brechas pontuais ou apenas remediar o problema: é preciso prevenir os possíveis incidentes e reduzir o impacto dos riscos, já que o prejuízo de um vazamento de dados, um acesso não autorizado ou quaisquer tipos de riscos podem custar muito caro para a organização.

O melhor caminho para proteger sua empresa é implementar uma gestão de riscos e vulnerabilidades de TI eficaz, com os processos e ferramentas certos.

Siga a leitura e aprimore sua segurança da informação

O que significa gestão de riscos
e vulnerabilidades de TI?

Para entender o que significa gestão de riscos e vulnerabilidades de TI, vamos começar pelas diferenças entre esses dois conceitos.

O risco é um evento que pode ocorrer no futuro e causar certos impactos, enquanto uma vulnerabilidade é uma fraqueza associada a um ativo, que pode vir a ser explorada por potenciais ameaças. 

Logo, o risco é um conceito mais amplo na área de segurança da informação, que engloba fatores como probabilidade, identificação de ameaças e as próprias vulnerabilidades de um sistema, um ativo ou da própria organização. 

Por exemplo, se uma empresa verifica que há um risco de acesso não autorizado a um determinado banco de dados, a ameaça pode ser um funcionário mal-intencionado e a vulnerabilidade é a falta de controle de acesso. 

Dito isso, fica claro que a gestão de riscos abrange a identificação, análise e resposta a fatores como vulnerabilidades e ameaças.

No contexto da Tecnologia da Informação, isso significa gerenciar os riscos cibernéticos, como brechas de dados e ciberataques, que por sua vez implicam em impactos financeiros, patrimoniais, legais e reputacionais para as empresas.

Já a gestão de vulnerabilidades consiste em identificar, avaliar, priorizar, tratar e monitorar brechas de segurança e fraquezas em aplicações, computadores, redes, dispositivos e softwares. 

Como você pode ver, essa gestão é um processo proativo, ou seja, que se antecipa aos riscos e utiliza uma abordagem preventiva para impedir que hackers, crackers e pessoas mal-intencionadas explorem as falhas do sistema e pratiquem cibercrimes.

Alguns exemplos de vulnerabilidades em TI são falhas no código do projeto, implementação ou configuração de softwares e redes, problemas na criptografia e validação de dados deficiente. 

Tais brechas relacionadas à Segurança da Informação, quando não devidamente corrigidas, podem levar sua empresa para os caminhos de uma violação de dados, um ataque malicioso aos ativos de informação, como os ataques que valem-se de spywares e malwares, ataques de negação de serviço (DoS e DDoS).

Por isso, o gerenciamento deve ser contínuo e se apoiar em determinados frameworks, técnicas e ferramentas para garantir o mapeamento das vulnerabilidades e seus riscos associados. 

O cenário da gestão de riscos
e vulnerabilidades de TI

Atualmente, a gestão de riscos e vulnerabilidades de TI está entre as principais preocupações das empresas no mundo todo. 

De acordo com a projeção da consultoria Gartner, publicada em 2019, o mercado global de segurança da informação e gestão de riscos deve movimentar US$ 174,5 bilhões até 2022, crescendo a um CAGR (Compound Annual Growth Rate) de 9,2%.

O aumento dos investimentos na área se deve à velocidade da transformação digital e evolução do compliance regulatório, além do agravamento das ameaças.

Já a pesquisa The Cost of Cybercrime, publicada em 2019 pela Accenture, mostra algumas estatísticas essenciais para entender o cenário da cibersegurança corporativa:

  • 80% das empresas aceleraram a adoção de novas tecnologias e não têm tempo suficiente para protegê-las contra ciberataques 
  • As brechas de segurança em empresas aumentaram 67% nos últimos 5 anos, elevando os custos do cibercrime em 72% 
  • O custo total do cibercrime é de cerca de US$ 13 milhões por empresa atingida.
fonte: Accenture

No Brasil, um estudo realizado pela IDC, publicado em 2018 no IT Forum, mostra que as empresas do país ampliaram em cerca de 12% seus investimentos em segurança da informação.

Uma das razões para o aumento do orçamento é a evolução do ransomware, uma forma de malware que bloqueia o acesso dos usuários ao sistema e exige o pagamento de um resgate. 

Ao mesmo tempo, os principais investimentos na área continuam voltados aos elementos de segurança tradicionais, como antivírus e antimalware, firewalls e infraestruturas de VPN.

De modo geral, as empresas ainda não estão preparadas para lidar com os ataques mais complexos e mitigar riscos antes que estes possam gerar  grandes prejuízos. 

Processos da gestão de riscos
e vulnerabilidades de TI

Para aplicar a gestão de riscos e vulnerabilidades de TI, a empresa deve adotar processos cíclicos e permanentes, com ajustes e melhorias contínuas na cibersegurança.

No caso da gestão de riscos mais ampla, a empresa pode construir um framework baseado nas etapas-chave:

  1. Contexto dos riscos: entender o contexto geral da gestão de risco, avaliando se estão associados a problemas de governança, falta de recursos ou falhas de infraestrutura
  2. Identificação de ameaças e vulnerabilidades: mapeamento de ameaças físicas, eletrônicas, humanas e de infraestrutura, assim como vulnerabilidades dos sistemas
  3. Análise de riscos: avaliação da probabilidade de ocorrência do evento e nível de impacto que poderá causar na empresa, para classificar e priorizar riscos
  4. Mitigação de riscos: execução de testes e implementação de medidas preventivas para reduzir a probabilidade de ocorrência e limitar as consequências
  5. Criação de planos de resposta e contingência: criação de planos para gerenciar incidentes e recuperar operações, além de planos de contingência para manter a empresa funcionando
  6. Monitoramento de riscos: verificação regular e contínua dos riscos identificados, além da probabilidade de novas ameaças.

Em relação às vulnerabilidades, o processo é semelhante, incluindo:

  1. Identificação: escaneamento e verificação das vulnerabilidades
  2. Análise: avaliação e classificação dos riscos de cada uma 
  3. Priorização: escolha das vulnerabilidades que devem ser corrigidas primeiro
  4. Mitigação: aplicação de medidas preventivas e de redução de impacto
  5. Tratamento: correção das vulnerabilidades 
  6. Monitoramento: acompanhamento regular das falhas e probabilidades.

Ambos os processos devem fazer parte de uma política mais ampla de segurança da informação, capaz de garantir a conformidade e defender a empresa em todos os riscos de negócio.

Ferramentas e técnicas mais utilizadas 

A eficácia da gestão de riscos e vulnerabilidades de TI também depende das ferramentas e técnicas utilizadas em cada etapa dos processos.

Uma das ferramentas mais populares é o scanner de vulnerabilidades, um software que analisa programas e computadores em busca de brechas e falhas de segurança. 

A vantagem desse recurso é a possibilidade de automatizar as varreduras e monitorar continuamente um sistema ou rede, validando as medidas de segurança. 

Existem dois tipos de scanners: autenticados, que explora estruturas mais profundas a partir da informação de acesso, e não autenticados, que atuam com base em informações já conhecidas ou públicas. 

O mercado também oferece ferramentas com funções de monitoramento de redes, identificação de malwares e adwares, tratamento de falhas de execução remota de código, geração de análises baseadas na perspectiva dos hackers, etc.

A partir dos relatórios gerados por esses scanners, os hackers éticos podem realizar o chamado teste de invasão (penetration testing ou apenas pentest), um processo de detecção minuciosa de vulnerabilidades.   

Outra forma de garantir os melhores padrões de gestão de riscos e vulnerabilidades de TI é aderir às certificações de cibersegurança individuais e para a empresa, como CISSP, CISM, NIST, ISO 27001 e CSA+, pois estas se baseiam nas melhores práticas de Segurança da Informação existentes no mercado.

E se você está procurando uma solução mais robusta, saiba que existem plataformas de gestão integrada de segurança da informação e conformidade, como por exemplo, o GAT, que centraliza a gestão dos riscos digitais e vulnerabilidades.

A plataforma traz rastreabilidade e visibilidade através de dashboards customizadas e atribuição de risco a ativos de acordo com o contexto do negócio, para adequada priorização e redução em até 94% do tempo de exposição às ameaças. 

Entendeu como funciona a gestão de riscos e vulnerabilidades de TI? Agora solicite uma demonstração de GAT e veja como a ferramenta pode contribuir com esses processos na sua empresa.

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